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Vacinas do Adulto e do Idoso no SUS: O Calendário de 2026, Onde Tomar e o Que Levar

Pelo Calendário Nacional de Vacinação de 2026, o adulto de 25 a 59 anos põe em dia hepatite B, dupla adulto (dT), febre amarela e tríplice viral. A partir dos 60, entram a vacina da gripe todo ano, a de covid a cada 6 meses e, para parte dos idosos, a pneumocócica 20-valente. Veja onde tomar e o que levar.

Escrito por

Redação Blog com Saúde

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Publicado em ·9 min de leitura

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Homem de cabelo grisalho, cavanhaque branco e camisa polo preta, sentado numa poltrona azul, olha para o braço enquanto uma profissional de jaleco branco e luvas azuis aplica uma vacina
Homem de cabelo grisalho, cavanhaque branco e camisa polo preta, sentado numa poltrona azul, olha para o braço enquanto uma profissional de jaleco branco e luvas azuis aplica uma vacina

O adulto de 25 a 59 anos tem quatro vacinas para conferir no SUS: hepatite B, dupla adulto (dT), febre amarela e tríplice viral. A partir dos 60 anos, a lista muda: a febre amarela vira exceção, a tríplice viral fica só para trabalhadores da saúde e entram a vacina da gripe todo ano, a de covid a cada 6 meses e, para parte dos idosos, a pneumocócica 20-valente. É o que diz o Calendário Nacional de Vacinação de 2026, do Programa Nacional de Imunizações (PNI), conferido no site do Ministério da Saúde em 1º de novembro de 2026.

Quase tudo no adulto é "conforme histórico vacinal": a sala de vacina olha o que você já tomou e completa o que falta. O Ministério da Saúde lembra que as doses recebidas antes devem ser consideradas, ou seja, ninguém recomeça do zero porque atrasou.

Quais vacinas o adulto de 25 a 59 anos deve ter?#

VacinaEsquemaPara quem
Hepatite B3 dosesTodos que não têm o esquema completo
Dupla adulto (dT), contra difteria e tétano3 doses e reforço a cada 10 anosTodos
Febre amarela1 doseTodos, principalmente quem mora ou vai viajar para área com circulação do vírus
Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)2 doses até 29 anos; 1 dose de 30 a 59 anosTodos; trabalhador da saúde precisa de 2 doses em qualquer idade
Varicela (catapora)2 dosesSó trabalhadores da saúde e povos indígenas sem história da doença
Pneumocócica 20-valente1 doseSó povos indígenas sem vacina pneumocócica conjugada anterior

A Instrução Normativa do calendário, o documento técnico que orienta as salas de vacina, detalha cada uma:

  • Hepatite B: a partir dos 7 anos, são 3 doses, com 1 mês entre a primeira e a segunda e 6 meses entre a primeira e a terceira. Quem tomou uma ou duas doses no passado não reinicia o esquema: só completa.
  • dT: quem não tem as 3 doses inicia ou completa o esquema, com 60 dias entre as doses. Depois, um reforço a cada 10 anos, antecipado para 5 anos em caso de exposição ao risco de tétano ou difteria. Como o reforço do adolescente é aos 14 anos e a agenda segue de 10 em 10 anos, o calendário do adulto cita um reforço aos 34 anos para quem está em dia.
  • Febre amarela: quem tomou 1 dose a partir dos 5 anos de idade está vacinado e não precisa de reforço. Quem tomou só 1 dose antes dos 5 anos, ou apenas a dose fracionada de 2018, recebe mais uma. Para viajar, vacine-se pelo menos 10 dias antes.
  • Tríplice viral: o calendário destaca a vacinação de quem convive com pessoas imunodeprimidas, de quem trabalha em pediatria e de mulheres que planejam engravidar. Depois da dose, a orientação é evitar a gravidez por pelo menos um mês.

Gripe e covid não aparecem no calendário de rotina dessa faixa de idade. Adultos com doenças crônicas, trabalhadores da saúde, professores e outros grupos recebem a vacina da gripe na estratégia anual de vacinação, e a de covid em estratégia própria, segundo a Instrução Normativa. A lista desses grupos e o período da campanha estão no texto sobre a vacina da gripe no SUS, e o texto sobre gripe, resfriado e covid mostra como diferenciar as três doenças.

E a partir dos 60 anos, o que muda?#

VacinaEsquemaPara quem
Hepatite B3 dosesQuem não tem o esquema completo
dT3 doses e reforço a cada 10 anosTodos
Influenza (gripe) trivalente1 dose por ano, a cada temporadaTodos
Covid-191 dose a cada 6 mesesTodos
Pneumocócica 20-valente1 dose85 anos ou mais; 60 a 84 anos acamados ou que vivem em instituição; povos indígenas sem vacina conjugada anterior
Febre amarela1 dose, em casos excepcionaisSó quem nunca se vacinou e mora ou vai para área com circulação do vírus, depois de avaliação
Tríplice viral2 dosesSó trabalhadores da saúde, depois de avaliação
Varicela2 dosesSó trabalhadores da saúde e povos indígenas, depois de avaliação

Três pontos merecem atenção:

  1. A gripe é todo ano. O vírus muda, e a vacina é reformulada a cada temporada. A do SUS protege contra os três subtipos que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, segundo o Ministério da Saúde. Para quem tem 60 anos ou mais, a Instrução Normativa diz que ela fica disponível nas salas de vacina o ano todo, com reforço na temporada de gripe.
  2. A covid é a cada 6 meses. A orientação é 1 dose a cada 6 meses para quem tem 60 anos ou mais, independentemente de quantas doses a pessoa já tomou, respeitando o intervalo mínimo de 6 meses desde a última.
  3. A pneumocócica mudou. A vacina 20-valente, conjugada, está em incorporação ao calendário em 2026, e a 23-valente não aparece mais na lista de vacinas do calendário deste ano. Entre os idosos, a 20-valente vale para todos a partir de 85 anos, "considerando o risco e maior vulnerabilidade para doenças pneumocócicas invasivas", nas palavras da Instrução Normativa, e para quem tem de 60 a 84 anos e vive acamado ou institucionalizado, como em casas geriátricas, hospitais e instituições de longa permanência. Quem já tomou a 23-valente tem o histórico avaliado na sala de vacina: com 2 doses, é considerado vacinado; com 1 dose, recebe a 20-valente, respeitando pelo menos 1 ano entre elas.
Mulher de cabelo castanho e blusa azul de uniforme sorri inclinada ao lado de uma idosa de cabelo branco e blusa florida, que também sorri, numa sala com cortinas claras
Idosos de 60 a 84 anos acamados ou que vivem em instituições de longa permanência estão entre os grupos da vacina pneumocócica 20-valente no calendário de 2026. · Foto: Unsplash

Onde tomar e o que levar?#

A vacinação de rotina é gratuita nas salas de vacina das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos pontos de vacinação definidos pela prefeitura, durante o ano todo. Leve o Cartão de Vacinas. No caso dos idosos, ele vem junto da Caderneta de Saúde entregue pela unidade. O Ministério da Saúde informa que:

  • a falta do cartão não impede a aplicação das vacinas indicadas;
  • quem perdeu o cartão deve procurar o serviço onde se vacinou, se possível, ou qualquer sala de vacina do SUS, para resgatar o histórico e fazer a segunda via;
  • o cartão e a caderneta também podem ser vistos na versão digital, no Meu SUS Digital;
  • o cartão é o documento que comprova a vacinação e deve ser guardado junto com os documentos pessoais.

Na campanha da gripe, o idoso recebe a vacina mostrando um documento que comprove a idade, segundo a estratégia de vacinação de 2026. Grupos prioritários definidos pela profissão, como professores e caminhoneiros, também precisam comprovar o vínculo.

Vai viajar? A Instrução Normativa recomenda revisar e atualizar o cartão pelo menos 15 dias antes de uma viagem pelo Brasil, e 10 dias antes no caso da febre amarela. Para viagem internacional, o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia pode ser emitido pelo Meu SUS Digital, e as exigências variam conforme o país de destino.

E quem tem doença crônica, está grávida ou trabalha na saúde?#

Essas situações têm recomendações próprias. O caminho é levar a dúvida à UBS ou ao profissional que acompanha você:

  • Condições clínicas especiais, como imunidade baixa, doenças crônicas e transplantes: o calendário orienta procurar o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) mais próximo ou uma sala da Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE). Ali há vacinas que não estão na rotina e que dependem de avaliação individual.
  • Gestantes têm calendário próprio, com dTpa a partir da 20ª semana, vacina contra o vírus sincicial respiratório a partir da 28ª semana, gripe e covid. O pré-natal no SUS é o lugar para planejar essas doses. Quem pensa em engravidar deve pôr o cartão em dia antes, porque a tríplice viral não pode ser aplicada durante a gravidez.
  • Trabalhadores da saúde recebem a dTpa, que também protege contra a coqueluche e passa a ser usada nos reforços, 2 doses de tríplice viral em qualquer idade e a vacina da varicela, se não tiveram a doença ou não sabem.
  • Imunodeprimidos de 9 a 45 anos e usuários de PrEP de 15 a 45 anos podem receber a vacina do HPV, com prescrição ou comprovante de uso da PrEP. O texto sobre HPV detalha esses grupos.

O que não está no calendário do adulto?#

A Instrução Normativa lista 21 vacinas no calendário de 2026. Algumas dúvidas comuns ficam fora da rotina do adulto:

  • Herpes-zóster: não está entre as 21 vacinas do calendário. Quem tem condição clínica especial pode perguntar no CRIE quais vacinas estão disponíveis para o seu caso.
  • Dengue: no calendário de 2026, a vacina é para quem tem de 10 a 14 anos. O texto sobre dengue mostra os sinais de alarme e como se proteger.
  • HPV: na rotina, é para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Adultos, só nos grupos especiais citados acima.
  • Gripe e covid entre 25 e 59 anos, sem fator de risco: não estão na rotina dessa faixa de idade.

O calendário das crianças, dose por dose, está no texto sobre vacinação do bebê.

Quando procurar atendimento#

  • Para revisar o cartão: procure a UBS se não sabe quais vacinas tomou, se perdeu o cartão ou se vai viajar.
  • Em caso de ferimento: conte na unidade de saúde quando foi sua última dose de dT. O calendário prevê antecipar o reforço para 5 anos quando há exposição ao risco de tétano.
  • Com febre ou doença aguda moderada ou grave: a orientação é adiar a vacina até melhorar. Resfriado e rinite não impedem a vacinação, segundo o Ministério da Saúde.
  • Depois de qualquer vacina: falta de ar, inchaço, urticária pelo corpo todo e queda de pressão estão entre os sinais de anafilaxia citados na Instrução Normativa. É uma reação alérgica grave e rara. Procure atendimento imediato ou ligue para o Samu (192).

Este texto é informativo e não substitui a orientação da equipe de saúde. Quem define as doses que faltam, a partir do seu histórico, é a sala de vacina.

Perguntas frequentes

Adulto precisa tomar vacina da gripe todo ano no SUS?

Depende da idade e do grupo. No Calendário Nacional de Vacinação de 2026, a vacina da gripe é de rotina para idosos a partir de 60 anos, gestantes e crianças de 6 meses a menores de 6 anos. Adultos de 25 a 59 anos a recebem na estratégia anual quando fazem parte de um grupo prioritário, como pessoas com doenças crônicas, trabalhadores da saúde e professores, segundo a Instrução Normativa do calendário.

Perdi meu cartão de vacina. Tenho de tomar tudo de novo?

Não necessariamente. O Ministério da Saúde orienta procurar o serviço onde você se vacinou, se possível, ou qualquer sala de vacina do SUS para resgatar o histórico e fazer a segunda via. A falta do cartão não impede a vacinação, e as doses já registradas são consideradas. Na hepatite B, por exemplo, a Instrução Normativa do calendário de 2026 diz que o esquema não deve ser reiniciado.

Idoso pode tomar a vacina da febre amarela?

Só em casos excepcionais. O calendário do idoso de 2026 indica a vacina apenas para quem nunca se vacinou e mora ou vai viajar para área com circulação confirmada do vírus, depois de avaliação do serviço de saúde sobre riscos e benefícios. Para viagem, ela deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes. Pela Instrução Normativa, quem já tomou 1 dose a partir dos 5 anos de idade é considerado vacinado.

Quem tem direito à vacina pneumocócica no SUS depois dos 60 anos?

Pelo Calendário Nacional de Vacinação de 2026, recebem 1 dose da pneumocócica 20-valente todos os idosos a partir de 85 anos, as pessoas de 60 a 84 anos acamadas ou que vivem em instituições, como casas geriátricas e instituições de longa permanência, e indígenas sem vacina pneumocócica conjugada anterior. Pessoas com condições clínicas especiais têm indicações próprias, avaliadas no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Posso tomar mais de uma vacina no mesmo dia?

Em geral, sim. Segundo a Instrução Normativa do calendário de 2026, vacinas inativadas podem ser aplicadas no mesmo dia que outras vacinas ou com qualquer intervalo. Algumas vacinas atenuadas, como febre amarela e tríplice viral, podem ser dadas juntas a partir dos 2 anos de idade ou com intervalo de 30 dias. A equipe da sala de vacina organiza as doses a partir do seu cartão.

Estou resfriado. Posso me vacinar?

Pode. Nas perguntas frequentes sobre vacinação, o Ministério da Saúde responde que pessoas resfriadas ou com rinite alérgica podem ser vacinadas, e que as vacinas são contraindicadas apenas em doenças agudas graves com febre. A Instrução Normativa do calendário orienta adiar a vacina em caso de doença febril aguda moderada ou grave, até a melhora.

Fontes consultadas

  1. 1.Calendário Nacional de Vacinação 2026: vacinas do adulto (25 a 59 anos), do idoso (a partir de 60 anos) e da gestante — Ministério da Saúde, Programa Nacional de Imunizações
  2. 2.Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação 2026 (4ª edição, atualizada em 8/10/2026) — Ministério da Saúde, Departamento do Programa Nacional de Imunizações
  3. 3.Vacinação: Cartão de Vacinas, comprovante de vacinação e viajantes — Ministério da Saúde
  4. 4.Perguntas frequentes sobre vacinação — Ministério da Saúde
  5. 5.Estratégia de vacinação contra a influenza nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste 2026 (Quadro 1, grupos prioritários) — Ministério da Saúde
  6. 6.Gripe (influenza): prevenção e vacina — Ministério da Saúde
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