Calendário de Vacinação do Bebê 2026: Todas as Doses, Idade por Idade
O Calendário Nacional de Vacinação de 2026, do Programa Nacional de Imunizações, com cada vacina e cada idade — do nascimento aos 4 anos. Inclui as mudanças recentes: pneumo 20, meningo ACWY aos 12 meses e dose única de HPV.
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O calendário de vacinação muda com mais frequência do que a maioria das famílias imagina. Só nos últimos anos entraram a meningocócica ACWY aos 12 meses, a pneumocócica 20-valente e a dose única de HPV. Quem se guia pelo que valia quando o filho mais velho nasceu provavelmente está com uma informação desatualizada.
O que segue é o Calendário Nacional de Vacinação de 2026, do Programa Nacional de Imunizações, na sequência em que ele acontece.
O calendário, idade por idade#
Ao nascer, na maternidade#
| Vacina | Esquema |
|---|---|
| BCG | Dose única ao nascer, ainda na maternidade |
| Hepatite B | 1 dose "logo após o nascimento, na sala de parto ou nas primeiras 12 horas" |
A BCG previne "as formas graves e disseminadas da tuberculose (miliar e meníngea)" — não a tuberculose pulmonar comum do adulto, e é por isso que ela é dada no começo da vida, quando essas formas graves são o risco.
A hepatite B nas primeiras 12 horas tem uma razão específica: entre as formas de transmissão, o PNI destaca "a transmissão vertical, que ocorre da mãe para o filho durante a gestação ou o parto". A janela para bloquear essa transmissão é curta.
2 meses#
| Vacina | Protege contra |
|---|---|
| Penta (DTP+HB+Hib) — 1ª dose | Difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae b |
| VIP (poliomielite inativada) — 1ª dose | Poliomielite |
| Pneumocócica 20-valente — 1ª dose | Otite, pneumonia, meningite e sepse por pneumococo |
| Rotavírus — 1ª dose | Diarreia e vômitos por rotavírus |
3 meses#
| Vacina | Esquema |
|---|---|
| Meningocócica C — 1ª dose | Doença meningocócica invasiva do sorogrupo C |
4 meses#
| Vacina | Esquema |
|---|---|
| Penta — 2ª dose | |
| VIP — 2ª dose | |
| Pneumocócica 10-valente — 2ª dose | Durante a transição para a pneumo 20 |
| Rotavírus — 2ª dose | Última dose do esquema |
5 meses#
| Vacina | Esquema |
|---|---|
| Meningocócica C — 2ª dose | Completa o esquema básico |
6 meses#
| Vacina | Esquema |
|---|---|
| Penta — 3ª dose | Completa o esquema básico |
| VIP — 3ª dose | Completa o esquema básico |
| Covid-19 | 1ª de 3 doses, aos 6, 7 e 9 meses |
A gripe entra a partir dos 6 meses, com campanha anual. Na primeira vez que a criança recebe — a primovacinação —, são 2 doses com 30 dias de intervalo; nos anos seguintes, dose única.
9 meses#
| Vacina | Esquema |
|---|---|
| Febre amarela — 1ª dose | Reforço aos 4 anos |
A vacina de febre amarela "é recomendada para todo o país". Em situações excepcionais, com circulação comprovada do vírus e sem possibilidade de afastar a criança da área de risco, pode ser aplicada entre 6 e 8 meses, mediante avaliação de risco-benefício pela equipe local.
12 meses#
| Vacina | Esquema |
|---|---|
| Tríplice viral (SCR) — 1ª dose | Sarampo, caxumba e rubéola |
| Pneumocócica 20-valente — reforço | |
| Meningocócica ACWY — reforço | Substitui o antigo reforço de meningo C, ampliando para os sorogrupos A, C, W-135 e Y |
15 meses#
| Vacina | Esquema |
|---|---|
| Tríplice viral (SCR) — 2ª dose | |
| Varicela — 1ª dose | Recomendada junto com a 2ª dose da tríplice viral, em locais anatômicos distintos |
| Hepatite A — dose única | |
| DTP — 1º reforço | |
| VIP — 1º reforço |
4 anos#
| Vacina | Esquema |
|---|---|
| DTP — 2º reforço | |
| VIP — 2º reforço | |
| Varicela — 2ª dose | |
| Febre amarela — reforço |
Depois#
Aos 9 anos, dose única de HPV para meninas e meninos. Aos 10 anos, 2 doses de vacina da dengue com 3 meses de intervalo. Aos 11 anos, meningocócica ACWY.
O prazo que não dá para recuperar#
Quase todo o calendário admite atraso: a orientação do PNI é atualizar a caderneta o quanto antes, e a maioria das vacinas pode ser aplicada até os 4 anos, 11 meses e 29 dias.
O rotavírus é a exceção que mais custa caro. A instrução normativa avisa, em destaque: "caso a 1ª dose não seja realizada dentro do intervalo preconizado, a criança perderá a oportunidade da 1ª e da 2ª dose, portanto da sua proteção".
A vacina só pode ser aplicada até os 23 meses e 29 dias, e cada dose tem sua própria janela. Não é regra burocrática: o limite de idade existe por segurança, e passado o prazo não há como voltar atrás.
Outras vacinas também têm teto de idade. A penta é contraindicada a partir dos 7 anos — nessa idade, a atualização passa a ser feita com dupla adulto (dT) e hepatite B monovalente. A meningo C só pode ser iniciada até certa idade, com o reforço passando a ser feito com a ACWY.
Por isso vale a regra prática: atrasou, procure a sala de vacina em vez de esperar a próxima data do calendário. Quem avalia o que ainda dá para recuperar é a equipe, com a caderneta na mão.
O que mudou recentemente#
Pneumocócica 20-valente. Está "em processo de incorporação" ao calendário, e durante a transição o esquema é misto: pneumo 20 aos 2 meses, pneumo 10 aos 4 meses e pneumo 20 no reforço dos 12 meses. A versão 20-valente cobre mais sorotipos do pneumococo, bactéria responsável por otite média aguda, pneumonia, meningite, bacteremia e sepse.
Meningocócica ACWY aos 12 meses. O reforço que antes era de meningo C passou a ser feito com a ACWY, que cobre quatro sorogrupos em vez de um. O esquema básico dos 3 e 5 meses continua sendo com a meningo C.
HPV em dose única. Meninas e meninos não vacinados recebem uma dose aos 9 anos.
Dengue. Entrou no calendário para crianças de 10 anos, em 2 doses com 3 meses de intervalo.
Reações: o que é esperado e o que não é#
Esperado nos primeiros dias: febre baixa, irritabilidade, sonolência, perda de apetite, vermelhidão, calor ou dor no local da aplicação. São sinais de que o sistema imune está respondendo.
O que fazer: compressa no local costuma aliviar. Antitérmico, se necessário, com dose orientada pelo pediatra conforme o peso — não pela idade nem pelo que serviu para outra criança. Manter a criança hidratada e observar.
O que pede avaliação: febre alta que não cede ou persiste além dos primeiros dias, choro inconsolável por horas, convulsão, prostração importante, sinais de reação alérgica como inchaço no rosto, urticária extensa ou dificuldade para respirar — e qualquer sintoma que fuja do esperado.
Comunique sempre. Reações inesperadas devem ser informadas à sala de vacina, que registra e notifica. É esse registro que alimenta o monitoramento de segurança das vacinas no país — e é também o que permite orientar as doses seguintes.
Uma observação sobre a BCG: é normal que, semanas depois, apareça no local uma pequena lesão que evolui para crosta e deixa cicatriz. Faz parte da resposta esperada. O que merece consulta é gânglio aumentado na axila ou lesão muito grande.
Duas coisas que valem lembrar#
Várias vacinas no mesmo dia não sobrecarregam. O calendário foi desenhado assim — aos 2 e aos 4 meses são quatro vacinas na mesma visita. A instrução normativa chega a recomendar aplicações simultâneas específicas. Adiar para dividir só estende o período em que a criança está desprotegida.
A caderneta é o documento. Guarde, leve em toda consulta e confira as datas. Ela é o único registro que permite saber, anos depois, o que foi aplicado e o que falta — e é o que a equipe usa para decidir como recuperar um esquema atrasado.
Para as vacinas da gestação, que protegem o bebê nos primeiros meses de vida, veja pré-natal no SUS. E, para a proteção contra o HPV mais adiante, HPV: vacina, diagnóstico e proteção.
Perguntas frequentes
Quais vacinas o bebê toma na maternidade?
Duas. A BCG, em dose única ao nascer, ainda na maternidade, que previne as formas graves e disseminadas da tuberculose — a miliar e a meníngea. E a primeira dose da hepatite B, recomendada "logo após o nascimento, na sala de parto ou nas primeiras 12 horas". As doses seguintes de hepatite B vêm dentro da vacina penta, aos 2, 4 e 6 meses.
Se eu perder a data, dá para vacinar depois?
Na maioria das vacinas, sim — e a orientação do PNI é atualizar o quanto antes. Mas há exceções com prazo rígido. O rotavírus é a principal: a instrução normativa avisa que, se a 1ª dose não for feita dentro do intervalo previsto (de 1 mês e 15 dias a 11 meses e 29 dias de idade), "a criança perderá a oportunidade da 1ª e da 2ª dose". Não é burocracia — a vacina tem restrição de idade por segurança.
Por que mudou a vacina pneumocócica?
A pneumocócica 20-valente está em processo de incorporação ao calendário, e por isso o esquema de 2026 é misto durante a transição: 1ª dose com a pneumo 20 aos 2 meses, 2ª dose com a pneumo 10 aos 4 meses e reforço com a pneumo 20 aos 12 meses. A versão 20-valente cobre mais sorotipos de pneumococo, bactéria que causa otite, pneumonia, meningite e sepse.
Meu filho teve febre depois da vacina. É normal?
Febre baixa, irritabilidade, sonolência e vermelhidão ou dor no local são reações comuns e esperadas nos primeiros dias. O que pede avaliação é febre alta persistente, choro inconsolável por horas, convulsão, sinais de reação alérgica como inchaço de rosto ou dificuldade para respirar, ou qualquer sintoma que preocupe. Toda reação inesperada deve ser comunicada à sala de vacina para notificação.
O calendário mudou nos últimos anos?
Sim, em vários pontos. A meningocócica ACWY entrou como reforço aos 12 meses, no lugar do reforço de meningo C. A pneumocócica 20-valente está sendo incorporada. O HPV passou a ser dose única, aos 9 anos, para meninas e meninos. E a vacina da dengue entrou para crianças de 10 anos, em duas doses com três meses de intervalo. Vale conferir a caderneta em vez de confiar no calendário que valia quando o filho mais velho nasceu.
Posso dar mais de uma vacina no mesmo dia?
Sim, e é assim que o calendário foi desenhado — aos 2 e aos 4 meses, por exemplo, são quatro vacinas na mesma visita. A instrução normativa inclusive recomenda administrações simultâneas específicas, como a 2ª dose da tríplice viral junto com a 1ª de varicela aos 15 meses, em locais anatômicos distintos. Adiar para "não sobrecarregar" só prolonga o período de desproteção.
Fontes consultadas
- 1.Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação 2026 — Ministério da Saúde — Programa Nacional de Imunizações
- 2.Programa Nacional de Imunizações — PNI — Ministério da Saúde


