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Calendário de Vacinação do Bebê 2026: Todas as Doses, Idade por Idade

O Calendário Nacional de Vacinação de 2026, do Programa Nacional de Imunizações, com cada vacina e cada idade — do nascimento aos 4 anos. Inclui as mudanças recentes: pneumo 20, meningo ACWY aos 12 meses e dose única de HPV.

Escrito por

Redação Blog com Saúde

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Publicado em ·Atualizado em ·8 min de leitura

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Mão adulta segurando a mão de um recém-nascido
Mão adulta segurando a mão de um recém-nascido

O calendário de vacinação muda com mais frequência do que a maioria das famílias imagina. Só nos últimos anos entraram a meningocócica ACWY aos 12 meses, a pneumocócica 20-valente e a dose única de HPV. Quem se guia pelo que valia quando o filho mais velho nasceu provavelmente está com uma informação desatualizada.

O que segue é o Calendário Nacional de Vacinação de 2026, do Programa Nacional de Imunizações, na sequência em que ele acontece.

O calendário, idade por idade#

Ao nascer, na maternidade#

VacinaEsquema
BCGDose única ao nascer, ainda na maternidade
Hepatite B1 dose "logo após o nascimento, na sala de parto ou nas primeiras 12 horas"

A BCG previne "as formas graves e disseminadas da tuberculose (miliar e meníngea)" — não a tuberculose pulmonar comum do adulto, e é por isso que ela é dada no começo da vida, quando essas formas graves são o risco.

A hepatite B nas primeiras 12 horas tem uma razão específica: entre as formas de transmissão, o PNI destaca "a transmissão vertical, que ocorre da mãe para o filho durante a gestação ou o parto". A janela para bloquear essa transmissão é curta.

2 meses#

VacinaProtege contra
Penta (DTP+HB+Hib) — 1ª doseDifteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae b
VIP (poliomielite inativada) — 1ª dosePoliomielite
Pneumocócica 20-valente — 1ª doseOtite, pneumonia, meningite e sepse por pneumococo
Rotavírus — 1ª doseDiarreia e vômitos por rotavírus

3 meses#

VacinaEsquema
Meningocócica C — 1ª doseDoença meningocócica invasiva do sorogrupo C

4 meses#

VacinaEsquema
Penta — 2ª dose
VIP — 2ª dose
Pneumocócica 10-valente — 2ª doseDurante a transição para a pneumo 20
Rotavírus — 2ª doseÚltima dose do esquema

5 meses#

VacinaEsquema
Meningocócica C — 2ª doseCompleta o esquema básico

6 meses#

VacinaEsquema
Penta — 3ª doseCompleta o esquema básico
VIP — 3ª doseCompleta o esquema básico
Covid-191ª de 3 doses, aos 6, 7 e 9 meses

A gripe entra a partir dos 6 meses, com campanha anual. Na primeira vez que a criança recebe — a primovacinação —, são 2 doses com 30 dias de intervalo; nos anos seguintes, dose única.

9 meses#

VacinaEsquema
Febre amarela — 1ª doseReforço aos 4 anos

A vacina de febre amarela "é recomendada para todo o país". Em situações excepcionais, com circulação comprovada do vírus e sem possibilidade de afastar a criança da área de risco, pode ser aplicada entre 6 e 8 meses, mediante avaliação de risco-benefício pela equipe local.

12 meses#

VacinaEsquema
Tríplice viral (SCR) — 1ª doseSarampo, caxumba e rubéola
Pneumocócica 20-valente — reforço
Meningocócica ACWY — reforçoSubstitui o antigo reforço de meningo C, ampliando para os sorogrupos A, C, W-135 e Y

15 meses#

VacinaEsquema
Tríplice viral (SCR) — 2ª dose
Varicela — 1ª doseRecomendada junto com a 2ª dose da tríplice viral, em locais anatômicos distintos
Hepatite A — dose única
DTP — 1º reforço
VIP — 1º reforço

4 anos#

VacinaEsquema
DTP — 2º reforço
VIP — 2º reforço
Varicela — 2ª dose
Febre amarela — reforço

Depois#

Aos 9 anos, dose única de HPV para meninas e meninos. Aos 10 anos, 2 doses de vacina da dengue com 3 meses de intervalo. Aos 11 anos, meningocócica ACWY.

O prazo que não dá para recuperar#

Quase todo o calendário admite atraso: a orientação do PNI é atualizar a caderneta o quanto antes, e a maioria das vacinas pode ser aplicada até os 4 anos, 11 meses e 29 dias.

O rotavírus é a exceção que mais custa caro. A instrução normativa avisa, em destaque: "caso a 1ª dose não seja realizada dentro do intervalo preconizado, a criança perderá a oportunidade da 1ª e da 2ª dose, portanto da sua proteção".

A vacina só pode ser aplicada até os 23 meses e 29 dias, e cada dose tem sua própria janela. Não é regra burocrática: o limite de idade existe por segurança, e passado o prazo não há como voltar atrás.

Outras vacinas também têm teto de idade. A penta é contraindicada a partir dos 7 anos — nessa idade, a atualização passa a ser feita com dupla adulto (dT) e hepatite B monovalente. A meningo C só pode ser iniciada até certa idade, com o reforço passando a ser feito com a ACWY.

Por isso vale a regra prática: atrasou, procure a sala de vacina em vez de esperar a próxima data do calendário. Quem avalia o que ainda dá para recuperar é a equipe, com a caderneta na mão.

O que mudou recentemente#

Pneumocócica 20-valente. Está "em processo de incorporação" ao calendário, e durante a transição o esquema é misto: pneumo 20 aos 2 meses, pneumo 10 aos 4 meses e pneumo 20 no reforço dos 12 meses. A versão 20-valente cobre mais sorotipos do pneumococo, bactéria responsável por otite média aguda, pneumonia, meningite, bacteremia e sepse.

Meningocócica ACWY aos 12 meses. O reforço que antes era de meningo C passou a ser feito com a ACWY, que cobre quatro sorogrupos em vez de um. O esquema básico dos 3 e 5 meses continua sendo com a meningo C.

HPV em dose única. Meninas e meninos não vacinados recebem uma dose aos 9 anos.

Dengue. Entrou no calendário para crianças de 10 anos, em 2 doses com 3 meses de intervalo.

Reações: o que é esperado#

Esperado nos primeiros dias: o Ministério da Saúde lista entre os eventos esperados depois da vacina a dor, a vermelhidão e o inchaço no local da aplicação e a febre. Na maioria das vezes, passam sozinhos.

O que fazer: manter a criança hidratada e observar. Antitérmico, se necessário, com dose orientada pelo pediatra conforme o peso — não pela idade nem pelo que serviu para outra criança.

Comunique sempre. Reações inesperadas devem ser informadas à sala de vacina, que registra e notifica. É esse registro que alimenta o monitoramento de segurança das vacinas no país — e é também o que permite orientar as doses seguintes. Segundo o Ministério, o próprio cidadão também pode notificar, pelo sistema VigiMed, da Anvisa.

Uma observação sobre a BCG: a instrução normativa explica que a vacina deixa uma cicatriz no local, que varia de criança para criança. A criança vacinada na idade certa que não ficou com cicatriz, em regra, não precisa ser revacinada.

Quando procurar atendimento#

Para as vacinas com componente contra a coqueluche (penta e DTP), a Instrução Normativa de 2026 lista situações que pedem avaliação cuidadosa antes das doses seguintes. Procure atendimento se, depois da vacina, a criança tiver:

  • febre de 40 °C ou mais nas 48 horas seguintes, sem outra causa;
  • choro persistente e inconsolável por 3 horas ou mais nas 48 horas seguintes;
  • episódio em que fica mole, pálida e sem responder (o documento chama de episódio hipotônico-hiporresponsivo) nas 48 horas seguintes;
  • convulsão, com ou sem febre, nos três dias seguintes.

Se houver convulsão, dificuldade para respirar, inchaço no rosto ou a criança ficar desacordada, ligue para o Samu, no 192. E leve a caderneta: a equipe registra o evento e decide como fazer as próximas doses. Para medir e entender a febre, veja o guia de febre em criança e bebê.

Duas coisas que valem lembrar#

Várias vacinas no mesmo dia não sobrecarregam. O calendário foi desenhado assim — aos 2 e aos 4 meses são quatro vacinas na mesma visita. A instrução normativa chega a recomendar aplicações simultâneas específicas. Adiar para dividir só estende o período em que a criança está desprotegida.

A caderneta é o documento. Guarde, leve em toda consulta e confira as datas. Ela é o único registro que permite saber, anos depois, o que foi aplicado e o que falta — e é o que a equipe usa para decidir como recuperar um esquema atrasado.

Para as vacinas da gestação, que protegem o bebê nos primeiros meses de vida, veja pré-natal no SUS. E, para a proteção contra o HPV mais adiante, HPV: vacina, diagnóstico e proteção.

Este texto é informativo e não substitui a orientação da sala de vacina nem a consulta com o pediatra. O esquema de cada criança, inclusive o de quem está com vacina atrasada, é definido pela equipe de saúde com a caderneta em mãos.

Perguntas frequentes

Quais vacinas o bebê toma na maternidade?

Duas. A BCG, em dose única ao nascer, ainda na maternidade, que previne as formas graves e disseminadas da tuberculose — a miliar e a meníngea. E a primeira dose da hepatite B, recomendada "logo após o nascimento, na sala de parto ou nas primeiras 12 horas". As doses seguintes de hepatite B vêm dentro da vacina penta, aos 2, 4 e 6 meses.

Se eu perder a data, dá para vacinar depois?

Na maioria das vacinas, sim — e a orientação do PNI é atualizar o quanto antes. Mas há exceções com prazo rígido. O rotavírus é a principal: a instrução normativa avisa que, se a 1ª dose não for feita dentro do intervalo previsto (de 1 mês e 15 dias a 11 meses e 29 dias de idade), "a criança perderá a oportunidade da 1ª e da 2ª dose". Não é burocracia — a vacina tem restrição de idade por segurança.

Por que mudou a vacina pneumocócica?

A pneumocócica 20-valente está em processo de incorporação ao calendário, e por isso o esquema de 2026 é misto durante a transição: 1ª dose com a pneumo 20 aos 2 meses, 2ª dose com a pneumo 10 aos 4 meses e reforço com a pneumo 20 aos 12 meses. A versão 20-valente cobre mais sorotipos de pneumococo, bactéria que causa otite, pneumonia, meningite e sepse.

Meu filho teve febre depois da vacina. É normal?

Pode ser. O Ministério da Saúde lista dor, vermelhidão e inchaço no local da aplicação e febre entre os eventos esperados depois da vacina. A Instrução Normativa de 2026 manda avaliar com cuidado, antes das doses seguintes das vacinas com componente coqueluche, a febre de 40 °C ou mais nas 48 horas após a vacina, o choro inconsolável por 3 horas ou mais e a convulsão nos três dias seguintes: nesses casos, procure atendimento. A dose de antitérmico, se necessário, é do pediatra.

O calendário mudou nos últimos anos?

Sim, em vários pontos. A meningocócica ACWY entrou como reforço aos 12 meses, no lugar do reforço de meningo C. A pneumocócica 20-valente está sendo incorporada. O HPV passou a ser dose única, aos 9 anos, para meninas e meninos. E a vacina da dengue entrou para crianças de 10 anos, em duas doses com três meses de intervalo. Vale conferir a caderneta em vez de confiar no calendário que valia quando o filho mais velho nasceu.

Posso dar mais de uma vacina no mesmo dia?

Sim, e é assim que o calendário foi desenhado — aos 2 e aos 4 meses, por exemplo, são quatro vacinas na mesma visita. A instrução normativa inclusive recomenda administrações simultâneas específicas, como a 2ª dose da tríplice viral junto com a 1ª de varicela aos 15 meses, em locais anatômicos distintos. Adiar para "não sobrecarregar" só prolonga o período de desproteção.

Fontes consultadas

  1. 1.Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação 2026 — Ministério da Saúde — Programa Nacional de Imunizações
  2. 2.Programa Nacional de Imunizações — PNI — Ministério da Saúde
  3. 3.Segurança das Vacinas: vigilância dos Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização (ESAVI) — Ministério da Saúde
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