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Suplemento de Magnésio: Para Que Serve, o Que a Anvisa Permite e o Que a Evidência Mostra

O magnésio é essencial para músculos, nervos e ossos, mas o suplemento não mostrou efeito relevante na câimbra comum de adultos mais velhos, e para sono e pressão a evidência é fraca. A Anvisa limita o suplemento a 350 mg por dia a partir dos 9 anos e não o autoriza para bebês. Veja as fontes na comida, os riscos e quem deve evitar.

Escrito por

Redação Blog com Saúde

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Publicado em ·12 min de leitura

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Cinco potinhos brancos enfileirados sobre fundo cinza, com castanhas de caju, tâmaras, amêndoas, nozes e pistaches
Cinco potinhos brancos enfileirados sobre fundo cinza, com castanhas de caju, tâmaras, amêndoas, nozes e pistaches

O magnésio é um mineral essencial: o corpo precisa dele para os músculos, os nervos, os ossos e para transformar a comida em energia. A principal fonte é a própria comida: castanhas, sementes, verduras verde-escuras, feijões e cereais integrais. Já o suplemento, segundo os melhores estudos disponíveis, não mostrou efeito relevante na câimbra comum de adultos mais velhos, e para sono e pressão alta a evidência é fraca e inconsistente. Pela Instrução Normativa (IN) 28/2018 da Anvisa, um suplemento pode fornecer no máximo 350 mg de magnésio por dia a partir dos 9 anos e não é autorizado para menores de 1 ano.

Este texto não indica suplemento nem quantidade para ninguém. O limite da Anvisa é um teto para o fabricante, e não uma dose: se você precisa de magnésio, e quanto, é decisão do profissional de saúde.

Para que o corpo usa o magnésio?#

Uma revisão publicada em 2012 no Clinical Kidney Journal resume o papel do mineral: ele participa de mais de 300 reações químicas do organismo, entre elas as que produzem energia, as que fabricam proteínas e as que fazem o músculo contrair e relaxar. Quase todo o magnésio fica dentro dos ossos, dos músculos e de outros tecidos, e só cerca de 1% circula fora das células. Por isso, explicam os autores, o exame de sangue é útil para flagrar mudanças rápidas, mas não mostra bem o estoque total do corpo.

As funções que a Anvisa aceita no rótulo de um suplemento dão o retrato oficial. A IN 28/2018 autoriza sete alegações de função para o magnésio, e só elas:

  • "O magnésio auxilia na formação de ossos e dentes."
  • "O magnésio auxilia no metabolismo energético."
  • "O magnésio auxilia no metabolismo de proteínas, carboidratos e gorduras."
  • "O magnésio auxilia no equilíbrio dos eletrólitos."
  • "O magnésio auxilia no funcionamento muscular."
  • "O magnésio auxilia no funcionamento neuromuscular."
  • "O magnésio auxilia no processo de divisão celular."

Além delas, o produto pode se dizer "fonte de magnésio" ou, com o dobro da quantidade mínima, "rico em magnésio". Repare no que não está na lista: dormir melhor, acabar com a câimbra, acalmar ou baixar a pressão.

Onde tem magnésio na comida?#

A mesma revisão de 2012 explica que as verduras verdes são a principal fonte, porque o magnésio fica no centro da clorofila. Castanhas, sementes e cereais integrais também são ricos; feijões e outras leguminosas, frutas, carnes e peixes ficam no meio; e os laticínios têm pouco. A água de beber responde por cerca de 10% do magnésio do dia, e os alimentos processados têm bem menos magnésio que os grãos integrais.

A tabela de composição do IBGE, feita para a Pesquisa de Orçamentos Familiares, dá os números de alimentos comuns no Brasil:

Alimento (100 g)Magnésio
Semente de linhaça392 mg
Castanha-do-pará376 mg
Amêndoa275 mg
Castanha de caju260 mg
Amendoim168 mg
Aveia em flocos148 mg
Espinafre cozido87 mg
Arroz integral cozido58 mg
Grão-de-bico48 mg
Feijão cozido38 mg
Banana27 mg
Leite de vaca integral10 mg
Arroz branco cozido2 mg

Os valores são por 100 g da parte comestível, e uma porção habitual de castanhas ou sementes pesa bem menos que isso. A diferença entre os dois arrozes mostra o peso do refino: na mesma quantidade, o integral tem mais de 25 vezes o magnésio do branco.

O Guia Alimentar para a População Brasileira não fala do magnésio em particular, mas os alimentos que ele põe na base do prato são justamente os da parte de cima da tabela. O Guia descreve castanhas, nozes, amêndoas e amendoins como ricos em minerais, vitaminas, fibras e gorduras saudáveis, com uma ressalva: quando levam sal ou açúcar, viram alimentos processados e o consumo deve ser limitado. A diferença entre essas categorias está no texto sobre alimentos in natura, processados e ultraprocessados.

Folhas de espinafre frescas numa tigela verde-clara sobre fundo cinza, com mais folhas espalhadas ao lado
Verduras verde-escuras, como o espinafre, estão entre as principais fontes de magnésio, porque o mineral faz parte da clorofila. · Foto: Unsplash

E quanto o brasileiro come? Na Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018, o IBGE estimou que 69,2% dos homens e 68,8% das mulheres de 19 a 59 anos comiam menos magnésio do que a necessidade média estimada para a idade. Entre os idosos, foram 80,5% dos homens e 73% das mulheres. O magnésio aparece, ao lado do cálcio, das vitaminas A, D e E e de vitaminas do complexo B, entre os nutrientes com inadequação acima de 50% nos adultos. A pesquisa mede o que as pessoas relatam ter comido em dois dias, e não o magnésio do corpo: comer abaixo da referência não é o mesmo que ter deficiência diagnosticada, e o caminho que o Guia aponta continua sendo o prato.

O que a Anvisa permite num suplemento de magnésio?#

Suplemento de magnésio é suplemento alimentar e segue a RDC 243/2018 e a IN 28/2018 da Anvisa. As regras gerais estão no texto sobre o que a Anvisa permite em suplementos. Para o magnésio, a IN 28 fixa um mínimo e um máximo para a quantidade que o produto fornece por dia, conforme a idade. A versão compilada da norma, com as alterações até setembro de 2026, mantém estes números:

GrupoMínimo por diaMáximo por dia
Bebês até 11 mesesnão autorizadonão autorizado
1 a 3 anos12 mg65 mg
4 a 8 anos19,5 mg110 mg
9 a 18 anos61,5 mg350 mg
A partir de 19 anos63 mg350 mg
Gestantes60 mg350 mg
Lactantes54 mg350 mg

O produto precisa fornecer pelo menos o mínimo e nunca mais que o máximo na quantidade diária indicada no rótulo. Esses números valem para o magnésio do suplemento, sem contar o da comida, e o documento de perguntas e respostas da Anvisa chama os máximos de limites de segurança. Não são uma recomendação de consumo.

Por que não para bebês? A Anvisa explica que suplementos de magnésio, e de outros 11 nutrientes, não são autorizados antes dos 12 meses porque as evidências não bastam para definir uma quantidade segura e porque o bebê tem capacidade limitada de metabolizar quantidades altas desses nutrientes. Nessa idade, as fontes devem ser o leite materno ou, quando for o caso, a fórmula infantil, e depois os alimentos.

Citrato, óxido, quelato, treonato: qual pode? O rótulo informa de que forma química vem o magnésio. A IN 28 autoriza mais de 20 formas, entre elas citrato, óxido, cloreto, carbonato, bisglicinato, malato, taurato e sulfato de magnésio. As fontes oficiais que consultei não ranqueiam essas formas, e a escolha, quando houver indicação, é do profissional. O L-treonato de magnésio não está na lista: em junho de 2026, a Anvisa determinou o recolhimento de um suplemento à base dele, porque o ingrediente não tem autorização para uso em suplementos.

E a promessa de dormir melhor? A página da Anvisa sobre propaganda enganosa lista, entre as alegações proibidas para qualquer suplemento, a "solução" para cansaço, falta de sono, estresse, ansiedade e perda de memória. Magnésio anunciado como remédio para insônia ou ansiedade está fora da regra. O passo a passo para conferir o produto está no guia sobre como ler o rótulo de um suplemento.

O que a evidência mostra para sono, câimbra e pressão?#

Para quêO que os estudos mostramForça da evidência
Câimbra comum em adultos mais velhosSem diferença relevante na frequência, na intensidade ou na duração das câimbras em quatro semanasModerada para a frequência (Cochrane, 2020)
Câimbra na gravidezResultados conflitantes, em estudos pequenosBaixa a muito baixa (Cochrane, 2020)
Insônia e qualidade do sonoResultados inconsistentes; em idosos, adormecer cerca de 17 minutos mais rápido, sem mudança significativa no tempo total de sonoBaixa a muito baixa (revisões de 2021 e 2026)
Pressão altaQueda média de 2,8 mmHg na máxima e 2,1 mmHg na mínima, sem efeito significativo em quem tem pressão normalFraca: estudos muito diferentes entre si, e a Cochrane viu provável viés

Magnésio ajuda a dormir?#

Não há evidência suficiente para dizer que sim. Uma revisão de 2021 na BMC Complementary Medicine and Therapies reuniu 3 ensaios com 151 idosos: com magnésio, eles adormeceram em média 17 minutos mais rápido que com placebo, mas o tempo total de sono não mudou de forma significativa. Os ensaios tinham risco de viés moderado a alto, e a qualidade da evidência foi classificada como baixa a muito baixa.

A revisão mais recente, publicada em 2026 no Journal of Dietary Supplements com buscas até junho de 2026, reuniu 12 ensaios em adultos. Os resultados não batiam entre si, nem nos questionários nem nas medidas de sono por aparelho, e a certeza foi de baixa a muito baixa. A conclusão dos autores: a evidência atual não sustenta o magnésio oral como tratamento de rotina para insônia. Na diretriz de 2023 da Associação Brasileira do Sono, o magnésio nem aparece entre os tratamentos avaliados.

Insônia que se repete tem tratamento com evidência, descrito no texto sobre insônia e o tratamento de primeira linha. E o texto sobre chás e remédios para dormir mostra o que a diretriz brasileira concluiu sobre as plantas e os produtos vendidos para isso.

Magnésio serve para câimbra?#

Para a câimbra comum, provavelmente não. A revisão Cochrane de 2020 reuniu 11 ensaios com 735 pessoas. Nos estudos com câimbra sem causa definida, quase sempre adultos com média de idade entre 61,6 e 69,3 anos e câimbra noturna nas pernas, o magnésio não mudou de forma relevante a frequência das câimbras em quatro semanas, com certeza moderada, nem a intensidade ou a duração. Os autores concluíram que é improvável que o suplemento traga prevenção clinicamente relevante nesse grupo.

Na gravidez, os estudos são pequenos e discordam entre si. Outra revisão Cochrane de 2020, com 8 estudos e 576 gestantes, classificou a evidência sobre magnésio e outros suplementos como de certeza baixa ou muito baixa. Para a câimbra do exercício, a Cochrane não encontrou nenhum ensaio com magnésio. O que funciona na hora da câimbra e o que a previne de verdade está no texto sobre câimbra: causas, o que fazer e como prevenir.

Suplemento de magnésio baixa a pressão?#

O efeito, quando existe, é pequeno e incerto. A revisão Cochrane de 2006, com 12 ensaios e 545 pessoas com pressão alta, não encontrou queda significativa na pressão máxima e viu queda de 2,2 mmHg na mínima; pela má qualidade dos estudos e pela diferença entre eles, os autores julgaram a evidência fraca e provavelmente explicada por viés.

Uma meta-análise de 2025 na revista Hypertension, com 38 ensaios e 2.709 participantes, encontrou queda média de 2,8 mmHg na máxima e 2,1 mmHg na mínima em comparação com placebo. O resultado se concentrou em hipertensos que já tomavam remédio para pressão, com queda de 7,7 mmHg na máxima em 6 estudos; nos hipertensos sem remédio, a máxima não mudou de forma significativa, e em quem tinha pressão normal não houve efeito significativo. Só 9 dos 38 estudos tinham baixo risco de viés, e os autores pediram cautela porque os ensaios eram muito diferentes entre si.

A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2025, das sociedades brasileiras de Cardiologia, de Hipertensão e de Nefrologia, não inclui suplemento de magnésio entre as medidas recomendadas. Ela recomenda um padrão alimentar como a dieta DASH, rica em potássio, cálcio, magnésio e fibras, que reduz a pressão em 8,7 mmHg na máxima e 4,5 mmHg na mínima em pessoas com hipertensão. O texto sobre pressão alta explica o tratamento. Quem trata a pressão não deve trocar nem suspender o remédio por conta própria.

Quais são os riscos do suplemento de magnésio?#

  • Intestino. Na revisão Cochrane de 2020, efeitos no intestino, principalmente diarreia, apareceram em 11% a 37% de quem tomou magnésio, contra 10% a 14% nos grupos de comparação.
  • Rins. São os rins que eliminam o excesso de magnésio pela urina. A revisão de 2012 no Clinical Kidney Journal explica que, na doença renal crônica avançada, esse controle falha e o magnésio pode se acumular. O excesso com sintomas aparece com sais de magnésio e com remédios que contêm magnésio, como alguns laxantes e antiácidos, principalmente em idosos e quando a função dos rins está caindo.
  • Somar produtos. Multivitamínico, suplemento de magnésio e um laxante ou antiácido com magnésio podem se somar sem que a pessoa perceba. O texto sobre multivitamínico mostra por que a soma de produtos é um dos principais riscos de excesso.
  • Remédios de uso contínuo. Quem toma remédio todos os dias deve conversar com o médico ou o farmacêutico antes de começar qualquer suplemento.
  • Crianças. O suplemento não é autorizado para menores de 1 ano, e o limite para crianças é bem menor que o dos adultos. Todo suplemento traz no rótulo o aviso "Mantenha fora do alcance de crianças".

Quando procurar atendimento#

Converse com o médico, o nutricionista ou a equipe da unidade básica de saúde antes de começar se você:

  • tem doença nos rins ou faz diálise;
  • está grávida ou amamentando, ou pensa em dar magnésio a uma criança;
  • usa remédio todos os dias, inclusive laxante ou antiácido;
  • quer usar magnésio para câimbra frequente, insônia ou pressão alta: esses quadros pedem avaliação da causa, e não um suplemento por conta própria.

Se surgir diarreia depois de começar o suplemento, pare de usar e, se ela não passar, procure atendimento. Procure atendimento de urgência ou ligue para o Samu (192) se, depois de usar magnésio, surgirem fraqueza muscular forte, sonolência ou confusão, pressão muito baixa ou batimento cardíaco lento, sinais descritos na revisão de 2012 como possíveis no excesso de magnésio, principalmente em quem tem doença nos rins. Se uma criança engolir suplemento, ligue para o Disque-Intoxicação da Anvisa, 0800 722 6001, gratuito e 24 horas, ou para o Samu.

Este texto é informativo e não substitui a consulta. A decisão de usar suplemento, o tipo e a quantidade cabem ao profissional de saúde que acompanha você.

Perguntas frequentes

Magnésio ajuda a dormir?

A evidência é fraca. Uma revisão de 2026 no Journal of Dietary Supplements reuniu 12 ensaios clínicos em adultos, encontrou resultados inconsistentes, com certeza baixa a muito baixa, e concluiu que a evidência atual não sustenta o magnésio como tratamento de rotina para insônia. A Anvisa também proíbe que suplementos prometam solução para a falta de sono. Insônia que se repete pede avaliação de um profissional de saúde.

Magnésio acaba com a câimbra?

Para a câimbra comum de adultos mais velhos, provavelmente não. A revisão Cochrane de 2020, com 11 ensaios e 735 pessoas, não encontrou diferença relevante entre magnésio e placebo na frequência das câimbras em quatro semanas, com certeza moderada, nem na intensidade ou na duração, e concluiu que é improvável um benefício clinicamente relevante. Na gravidez, os estudos são pequenos e conflitantes. Não há ensaios sobre a câimbra do exercício.

Suplemento de magnésio baixa a pressão?

O efeito, quando aparece, é pequeno. Uma meta-análise de 2025 na revista Hypertension, com 38 ensaios e 2.709 pessoas, encontrou queda média de 2,8 mmHg na pressão máxima e de 2,1 mmHg na mínima, sem efeito significativo em quem tinha pressão normal, e pediu cautela porque os estudos eram muito diferentes entre si. A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2025 não inclui suplemento de magnésio entre as medidas recomendadas. Não troque nem suspenda o remédio da pressão por conta própria.

Magnésio treonato é permitido no Brasil?

Não como suplemento alimentar. O L-treonato de magnésio não está na lista de ingredientes autorizados da Instrução Normativa 28/2018 da Anvisa, e em junho de 2026 a agência determinou o recolhimento de um suplemento à base dele, informando que o ingrediente não tem autorização para uso nessa categoria. A lista autoriza mais de 20 outras formas, como citrato, óxido, cloreto, bisglicinato e malato de magnésio.

Quem tem problema nos rins pode tomar magnésio?

Só com orientação médica. São os rins que eliminam o excesso de magnésio pela urina. Segundo uma revisão publicada em 2012 no Clinical Kidney Journal, na doença renal crônica avançada esse controle falha e o magnésio pode se acumular no sangue, sobretudo com sais de magnésio e remédios que o contêm, como alguns laxantes e antiácidos. Quem tem doença nos rins ou faz diálise deve conversar com o médico antes de qualquer produto com magnésio.

Fontes consultadas

  1. 1.Instrução Normativa nº 28, de 26 de julho de 2018: limites mínimo e máximo (Anexos III e IV) e alegações autorizadas (Anexo V) para o magnésio — Anvisa, via Saúde Legis (Ministério da Saúde)
  2. 2.Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018: análise do consumo alimentar pessoal no Brasil (Tabela 16, prevalência de inadequação de magnésio) — IBGE, 2020
  3. 3.Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009: tabelas de composição nutricional dos alimentos consumidos no Brasil (Tabela 3, minerais) — IBGE, 2011
  4. 4.Magnesium for skeletal muscle cramps (Garrison SR e col.) — Cochrane Database of Systematic Reviews, 2020, via PubMed
  5. 5.Magnesium Supplementation for Sleep in Adults: A Systematic Review of Randomized Controlled Trials (Lopresti AL e col.) — Journal of Dietary Supplements, 2026, via PubMed
  6. 6.Magnesium Supplementation and Blood Pressure: A Systematic Review and Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials (Argeros Z e col.) — Hypertension, 2025, via PubMed
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