A disfunção erétil (DE) afeta cerca de 52% dos homens entre 40 e 70 anos em algum grau — e o número cresce com a idade. Apesar da prevalência, ainda é um dos temas mais silenciados na saúde masculina, por vergonha ou pela crença de que “é coisa da idade e não tem solução”. A realidade é bem diferente: tem tratamento eficaz — e muitas vezes é um sinal de alerta importante para a saúde cardiovascular.
Causas
- Vasculares: a mais comum. Aterosclerose, hipertensão, diabetes comprometem o fluxo sanguíneo peniano. A DE pode preceder em 3-5 anos um evento cardíaco — é um marcador cardiovascular.
- Neurológicas: esclerose múltipla, pós-cirurgia de próstata
- Hormonais: hipogonadismo (baixa testosterona), hiperprolactinemia
- Psicológicas: ansiedade de desempenho, depressão, estresse — especialmente em homens jovens
- Medicamentos: antidepressivos, anti-hipertensivos, finasterida
Tratamentos
- Inibidores de PDE5 (sildenafil, tadalafil, vardenafil): eficazes em 70-80% dos casos. Requerem prescrição.
- Tratamento da causa base: controle do diabetes, hipertensão, testosterona
- Psicoterapia: para DE psicogênica — muito eficaz em jovens
- Mudança de estilo de vida: exercício, perda de peso, cessação do tabagismo melhoram a função erétil
Conclusão
Disfunção erétil tem tratamento — e procurar ajuda é o primeiro passo. Além disso, pode ser um sinal importante de saúde cardiovascular que merece investigação. Inclua o urologista nos seus cuidados preventivos.

